Faut pas rêver





Hoje em dia num mundo sadomasoquista, 
ninguém ama a si próprio,
ama ao outro;
complica a vida,
corre riscos,
riscos de vida, 
vida que não é vida,
que tem e não tem, 
que é passageira.

Em suma, ninguém vive.
Todo mundo,
passa,
corre,
some,
desaparece
passa despercebido
concebido de esperanças
que fosse para o céu
Que céu?
Que dia?
Qual?
O que?
Isto aqui não é sonho
Pesadelo, muito menos.

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