"engenho de dentro" - Nise
Um acampamento não tem opulência, não tem riqueza; não tem miséria, não há descaso, muito pelo contrário, existe muita humildade, reflexão, valorização do simples, entendimento do ser humano sem tecnologia, do poder sobre nada.
O empreendimento do ser humano está dentro do engenho de dentro, da coreografia que homem cria para entender o seu corpo. A carência, o inteligível sociável, a inverdade sobre ser forte. Nós somos animais adastrados para sobreviver numa floresta de pedra, de aço, de ouro e de preconceitos.
Nós sobrevivemos a imposição, aos olhares, aos julgamentos, as inverdades, as omissões, as possibilidades. Nós nos adaptamos a realidade, aos golpes, a hipocrisia que consome o nosso ser. Nós somos o que somos, altos e baixos, ricos e pobres. Feios e bonitos, mulheres e homens.
Não há classificação genérica para o ser humano, não há catalogo para o intrínseco. Existe amor, fraternidade, obediência e fidelidade a você mesmo, texto sem fim, para um contexto em mudanças...

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