Je suis dans une autre monde
Ato I
Esse poema não é pra mim
não é
pra você, são palavras,
palavras
sem valor, assim.
O que
era falso nunca foi
verdade,
o que eu achei que
existia
na realidade morreu
antes
mesmo de você dar tempo
tempo
ao tempo, acabou
destruiu,
me reprimiu
me
julgou
me
lavou
se
lavou
queimou
tudo que era meu
aquilo
que não era meu e sempre foi teu
queimou
o que te dei
Ato II
Águas
paradas, moscas chegaram
cheiros
estranhos, fogos em trade
trade
de fim, fim que não tem mais
tortura
cartas
armas
farpas
traças
Ato III
papel
degrada
humano
apodrece
amor?
Julgo-me
pardo
Julgo-me
negro
Julgo-me
falho
Julgo-me
tardo
Ato IV
Fim do que fim, mais que fim,
do que a noite no fim das tardes sem fim, um tom obsceno
uma
agressão tosca
uma
vida que nunca me destes
uma
vida que cedi para ser teu
não me
arrependo
só
sofro porque este é o objetivo da vida
sofrer
ternar
esperançar
acabar
findar
deixar
evoluir
enquanto
vejo sorrisos de tão claros
me
cegam para o mundo
Ato final
E como
disse, qboa limpa
impar
ou par
nunca
fui nada.


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