Postulado do amor
A mistura é clara
muito mais clara do que se imagina,
inimaginável
porque você cria
o que não deve ser criado,
experiências
inalcançáveis
futurismo não é pra você
amor não é pra mim
mim que só tem no fim
antes do começo que eu já estou
perdido
seguir um tema, os temas.
Temas? Tema que se misturam mesmo.
Antes, agora e depois só depois do que você acha que é agora antes do que sorria, depois do que sentia, vivia no sentimento de almejar o que não tinha, louco por alguma coisa que só sonhava, ava? Não tem o que pensar, no passado para rimar, no futuro para transpor, no presente para sonhar e a roda cresce sem parar.
O amor nasce do nada
Morre gigante
Gigante que cai
Impões, despõem, hum??? Não sei se existe, existe o que eu sei que possa escrever, escrever com palavras sentimentos que eu não sei explicar? Talvez me faltem palavras, ou no dicionário faltem palavras para definir o que eu sinto. Letras já era, o amanhã, agora que eu sei o que não sei muito me interessa o que fazer ontem, pensou, ferrou, pois, sem pensar o que vem pela frente é lucro, o que vem pensado às vezes não é verdadeiro, uma vírgula nesta época é com certeza, perdição, uma pontuação nesta situação, muito importa, já que a porta está fechada, a droga que é fácil, não entra fácil aqui em casa, não que eu não queira, mas porque eu sou puro
desapuro
quem não quer que eu vá em fume "um"
acabe comigo
destrua comigo
eu sou demais e vocês sabem, ficam felizes que eu não saiba que eu sou demais, mesmo tendo gente falando que eu sou eu não sinto que sou merecedor destas palavras que caem feito um raio de confusão, uma confusão que eu tenho que desviar de um travesti, que passa despercebido pela minha mente, um tum, tum, tum, descabido, uma sonoridade incrível, tudo o que eu queria falar está confuso nestas palavras que um dia serão suas, minhas, dele, delas, velas, cadelas, que são mulheres, lindas, silvestres, amores da minha vida que nunca me aceitaram, por ter um grande amor pra dar e só.
Só?
Só! que pra elas, hum... já perdi a vontade, já foi a impiedade delas, delas, tua, foi, não foi, acabou, desacabou, o fim já chegou e eu ainda não percebi, continuo digitando, infiltrando, desgranhando palavras do meu cérebro surreal, como? Não sei, só serei reconhecido depois de morto, sabe? Memórias póstumas do postulado cordeiro.


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